Em 2007, o Banco de Portugal lançou um concurso limitado para remodelação geral da sua sede.
Localizado na malha pombalina da baixa de Lisboa, o quarteirão do Banco de Portugal é constituído pela igreja de São Julião e pelos edifícios contíguos que integram os serviços administrativos.
O programa de concurso salienta a necessidade de uma intervenção mais profunda na igreja. Erguida no terreno onde se localizava a Patriarcal de Lisboa destruída pelo terramoto, a igreja de São Julião foi vendida em 1933 ao Banco de Portugal para permitir o acesso de veículos às caixas fortes, ainda hoje em utilização.
O programa previa instalar diversos espaços na igreja – uma sala polivalente, um auditório, salas de conferências, um museu, uma zona de exposição e arquivo e uma biblioteca – e reabilitar a nave central transformando-a no espaço nobre da sede.
A solução apresentada propunha a construção de um volume com o auditório e a sala polivalente dentro da nave central, descolado das paredes laterais, de modo a permitir a leitura do espaço da nave como um todo.
A solução baseia-se na forma de intervir nas igrejas através da sobreposição de diferentes estilos e elementos (altares, púlpitos e órgãos) nos diversos momentos históricos.
O novo museu ocupa parte da nave da igreja e prolonga-se para um novo piso enterrado por baixo da nave (cripta), com acesso pelas capelas laterais.
Os outros espaços previstos no programa organizam-se nas alas laterais à volta da nave central.

















